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  • Thiego Souza

Especial de domingo: não deixe a Black Friday virar Black Fraude

Consumidores precisam ficar atentos a falsas promoções e links maliciosos que surgem com maior frequência nesse período.

A tão esperada Black Friday, data aguardada por muitos brasileiros devido aos descontos oferecidos por diversos estabelecimentos, que chegam até 90%, vai ser realizada no Brasil em 26 de novembro. Diante da euforia e expectativa é preciso que o consumidor tenha muito cuidado em promoções esquisitas, links suspeitos e descontos que não correspondem com o que deveria se configurar "preço baixo".


Durante todo mês de novembro os estabelecimentos comerciais realizam promoções antes mesmo da data oficial da Black Friday, ajudando a aquecer a economia local e também nacional, principalmente após um período de baixa de vendas por conta das restrições devido ao Coronavírus.


Em anos anteriores, muitas empresas aproveitaram desse período para se "beneficiar" oferecendo descontos fictícios, e outras pessoas propagando links maliciosos que direcionam para páginas "fakes" na qual tem o objetivo de coletar dados das pessoas para cometer crimes.


Diante dessas situações, o Info Serrinha conversou com o advogado especializado em Direito do Consumidor Diego Leonardo, que alertou às pessoas quanto a importância de pesquisar as empresas antes de clicar em links suspeitos para saber da veracidade daquela suposta promoção.



"A recomendação básica é não comprar por impulso na euforia do preço, em tese mais baixo. Verifique sempre a reputação daquela loja/site. O Reclame Aqui é uma boa opção para isso. Evite comprar em loja desconhecida, principalmente quando conhecer em rede social sem indicação de alguém do seu convívio, neste caso, não se deixe levar pela quantidade de "seguidores" e pseudos elogios. Evitar clicar em links recebidos por e-mail, busque sempre o site da empresa, link tem enorme possibilidade de ser golpe. Por fim, busque sempre comprar em lojas/site conhecidos, pois o consumidor terá além da segurança daquela compra".


Durante esse período muitos consumidores têm prejuízos com o não recebimento de compras feitas na internet. Nesse caso, o advogado alerta para que os clientes possam procurar os meios legais caso sintam-se prejudicados. "Neste caso, o consumidor deve buscar a solução junto ao site/loja que fez a venda. Guardando todas as informações do requerimento, seja por telefone ou atendimento on LINE. Caso não consiga resolver a solução desta forma, deve o consumidor buscar a devolução junto aos órgãos de proteção, como por exemplo o Procon. E se mesmo assim não resolver, deverá procurar os meios legais em busca dos seus direitos. Vale destacar que nesses casos o consumidor não é obrigado a aceitar crédito da loja/site para compra futura, o que normalmente é oferecido".


Uma prática que chegou a ser feita por muitos estabelecimentos era de aumentar os preços de alguns produtos na semana anterior ao Black Friday e depois reduzir para o valor original ou com pouco desconto. De acordo com advogado Diego Leonardo os órgãos de defesa do consumidor precisam ficar atentos. "Não podemos falar em ilegalidade, em princípio. Mas se for comprovada uma disparidade muito grande desses valores, cabe aos órgãos de proteção e defesa do consumidor fiscalizar e punir para que não ocorra novamente, servindo inclusive de lição para que outras lojas não tenham esse tipo de atitude".


Por fim, o consumidor precisa reconhecer a sua real necessidade e evitar realizar compras nas quais possam prejudicar-se futuramente. "A minha dica final é de que o consumidor tenha em mente sempre o que realmente quer comprar, evitando comprar por impulso, pois é nesse momento que fica vulnerável e acaba caindo em uma armadilha sem perceber".


A Black Friday é o dia que inaugura a temporada de compras natalícias com significativas promoções em muitas lojas retalhistas e grandes armazéns.



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