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  • Info Serrinha

Mitos e verdades sobre o Câncer de próstata

Esclareça algumas dúvidas relacionadas a essa doença que tem cura



Novembro é considerado o mês de prevenção ao Câncer de Próstata, tema esse que ainda assusta e mexe com o orgulho de muitos homens, que em alguns casos optam em não realizar os exames preventivos por preconceito ou medo. Além do preconceito, diversas histórias contadas não condizem com a realidade.


Diante de tantos fatos e história, iremos apresentar um MITO OU VERDADE sobre o câncer de próstata e esclarecer algumas dúvidas:


O câncer de próstata é uma doença do idoso.


MITO: Como regra geral, podemos dizer que a incidência do câncer de próstata guarda certa relação com a idade. Ou seja, é de 50% na faixa dos 50 anos de idade, cerca de 70% aos 70 anos, e assim por diante. Apesar de o risco para a doença aumentar significativamente após os 50 anos, cerca de 40% dos casos são diagnosticados em homens abaixo desta idade. Entretanto, a doença é rara antes dos 40 anos. Embora três quartos do número de casos no mundo acometem homens acima dos 65 anos de idade, sete novos casos da doença surgem a cada hora. Portanto, homens de todas as idades devem ficar atentos aos fatores de risco.


Ter pai, irmão ou tio com doença aumenta meu risco.


VERDADE: A hereditariedade é um dos principais fatores de risco para a doença. Um parente de primeiro grau com a doença duplica minha chance. Dois familiares ou mais com a doença aumentam essa chance em cinco ou até dez vezes. Para quem tem casos na família, o recomendado pela Sociedade Brasileira de Urologia é procurar um urologista a partir dos 40 anos. “O risco aumenta aproximadamente 11 vezes mais se o diagnóstico do pai ou do irmão tiver ocorrido antes dos 50 anos”, explica Dr. Passerotti. Para esses grupos, o ideal é começar a consulta periódica com urologista aos 45 anos.


O sedentarismo pode aumentar o risco para desenvolvimento do câncer de próstata.


VERDADE: “O sedentarismo e a obesidade estão relacionados a alterações metabólicas que podem levar a alterações moleculares responsáveis pela gênese da neoplasia”, afirma Célio Nascimento, urologista do Hospital IGESP.


A atividade física regular tem um papel relevante na prevenção e no tratamento.


VERDADE: Essa prática saudável pode agir de modo protetor e tem sido um fator modificável para o câncer de próstata por causa dos seus potenciais efeitos: fortalecimento imunológico, prevenção da obesidade, capacidade do exercício em modular os níveis hormonais, redução do estresse, completa Dr Célio.


O toque retal é importante essencial para diagnóstico?


VERDADE: Apesar de tabu entre os homens, o exame não causa dor. O diagnóstico do câncer de próstata é realizado por meio do exame clínico (toque retal) associado ao exame da dosagem do antígeno prostático específico (PSA, na sigla em inglês – enzima naturalmente produzida pela glândula) no sangue. Nos casos suspeitos, é indicada a realização da biópsia prostática.


Já existe exame que elimina a necessidade do toque retal.


MITO: O toque retal não só no Brasil, mas também no mundo todo, ainda é considerado fundamental na detecção da doença. Ele deve ser realizado anualmente a partir dos 50 anos. Já quem tem histórico na família deve procurar um urologista um pouco antes, aos 45 anos. No entanto, alterações na concentração desse antígeno podem estar associadas a outras enfermidades, como inflamação e infecção da próstata. “Por isso, muitos homens acabam submetidos, inclusive, a biópsias sem necessidade. Uma esperança para evitar isso é a chegada ao Brasil do phi, índice de saúde da próstata. O exame faz uma relação entre o PSA livre, o PSA total e uma isoforma do PSA, o p2PSA, garantindo uma maior precisão sobre a condição do paciente e evitando até 30% de biópsias desnecessárias”, afirma Adagmar.


Todos os casos de câncer de próstata precisam de tratamento.


MITO: A indicação da melhor forma de tratamento vai depender de vários aspectos, como estado de saúde atual, estadiamento da doença e expectativa de vida. Em casos de tumores de baixa agressividade, há a opção da vigilância ativa, na qual periodicamente se faz um monitoramento da evolução da doença, intervindo se houver progressão da mesma.


Fonte: Centro de Oncologia Oswaldo Cruz

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