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  • Info Serrinha

Opinião: Qual o futuro do Vitória?

O Vitória não precisa ser "salvo" por ninguém, precisa sim de mudanças sólidas na estrutura e funcionamento da gestão do clube.


O clube centenário com sua imensa torcida em todo o país, se pergunta: Qual o futuro da instituição Esporte Clube Vitória? Se apequenar e participar de pelejas nas séries menores, longe da elite do futebol nacional? Fechar? Acabar e entrar para os anais da historia como mais um ex-grande time extinto? Dará a volta por cima, voltará a se agigantar no Norte-Nordeste e representar bem a região em nível Brasil? São perguntas difíceis de se responder, mas nenhuma delas prescinde da responsabilidade e compromisso da gestão do clube. Este é o espaço de planejar, projetar e realizar, e é desta dimensão que pretendo refletir aqui com os leitores.


Como é de conhecimento público nos últimos 5, 6 anos o Vitoria teve cinco presidentes, trabalhos descontinuados, e fora da realidade do futebol a Toca do Leão toca vive um processo de revezamento no comando entre amadores, aventureiros e amadores conservadores. Os resultados em campo mostram bem isto: são três anos consecutivos flertando com a série B até que conseguiu e agora três anos flertando com a série C e pelo andar da carruagem parece que alcançarão também este macabro objetivo. Na copa do Brasil, do Nordeste e até no Campeonato Baiano o Vitória vem ano a ano descendo ladeira na banguela e sem freios.



Se o problema ficasse só no campo ou no Departamento de futebol, beleza, para quem assistiu Diretor de futebol ser também o técnico (Petkovic) e presidente do clube ser diretor de futebol (Paulo Carneiro), bastaria arrumar a casa e contratar profissionais de verdade para tais funções, mas não, o pior de tudo é que neste lapso temporal a instituição vem sendo violentamente desidratada financeiramente e entra num ciclo vicioso que lembra agiotagem, ou seja, o cabra está sem grana e pega dinheiro a juros absurdo e para quitar esta dívida recorre a outro agiota e a divida só cresce. Enquanto isto o torcedor incrédulo e machucado assiste ao desmonte do clube pela desagregação de seus gestores.


Não há saída para o clube se não for pela via do saneamento dos desajustes políticos e financeiros, a construção de uma ambiência de trabalho em que a paz reine e permita que os profissionais do futebol reflitam isto em campo, com as conquistas e com a retomada do orgulho de ser Leão da Barra e de Canabrava.



A instabilidade politica, jurídica afugenta parcerias e patrocínios que viabilizam contratação de jogadores de maior qualidade e melhor infraestrutura de trabalho. A aposta este ano foi " A BASE SALVA", não salvou e espero que mais uma geração de jovens não seja execrada por infelizes decisões da gestão do Vitória. Base contribui, não salva! O Vitoria não precisa ser "salvo" por ninguém, precisa sim de mudanças sólidas na estrutura e funcionamento da gestão do clube.


Paulo Carneiro, atual presidente eleito, está afastado pelo conselho do Vitória e terminando sua gestão, se é que não já acabou, pode deixar o clube na terceira divisão novamente e, se ele se elegeu como o "SALVADOR DA PÁTRIA", o futuro do Esporte Clube Vitória está em maus lençóis.


Texto de Ubiratan Azevedo de Menezes, Prof. da UNEB, Ms. em Educação (UNEB) e Doutorando em Educação Física (UNB)

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