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  • Thiego Souza

Vaquejada de Serrinha - os impactos do cancelamento do evento em 2021

Tradicional festa precisou ser cancelada por conta da pandemia do Coronavírus e gerou prejuízos ao município e comerciantes.



Portões e bilheterias fechados! Palcos vazios! Vaqueiros longe das raias! Um silêncio que incomoda. Pelo segundo ano consecutivo a tradicional Vaquejada de Serrinha não será realizada. Devido à pandemia do Covid-19, o evento precisou ser cancelado novamente, gerando enormes prejuízos nas esferas econômica, social, cultural, turística e esportiva.


Em tempos normais, sem a presença do vírus que ainda circula, nesta quinta, 02, Serrinha estaria recebendo visitantes do Brasil inteiro, o que movimentaria todo comércio local durante os dias do evento que se encerraria em 05 de setembro. Os hotéis estariam lotados, restaurantes, bares, padarias, lojas cheias, porém com o cancelamento, a movimentação segue regular como vem ocorrendo desde o início da pandemia do Covid-19.

Foto: Arquivo


Durante a semana da Vaquejada, Serrinha se torna um dos destinos mais procurados por todos os baianos. Sem o evento em 2021, o município deixará de receber mais amigos, assim como aconteceu em 2020. "É um prejuízo incalculável. É uma tristeza para a cidade. Há mais de 50 anos que Serrinha vive a cultura da Vaquejada. A Vaquejada leva o nome de Serrinha para o Brasil inteiro, e também para o mundo. No Brasil, hoje quando se fala em Vaquejada é sempre lembrada a de Serrinha, assim como a referência em Rodeio é Barretos. Fica parecendo que é um feriado normal", lamentou o empresário Carlinhos Serra ao Info Serrinha.


Segundo Carlinhos Serra, o evento praticamente lota o município com visitantes. "Tenho uma pesquisa que mostra que 90% das casas da cidade recebem visitantes durante o período da Vaquejada, então isso é lindo, fica um evento extremamente familiar".


Para o prefeito de Serrinha, Adriano Lima, o município deixa de arrecadar bastante pois durante a Vaquejada há um aquecimento no turismo local. "É um evento que eleva a cidade a nível nacional. A gente perde o poder da visitação das pessoas que vem para curtir a festa, que vem para poder muitas vezes deixar recursos por aqui. A cidade perde muito. A parte do turismo é uma das coisas mais importantes, economicamente falando, para o município ser autossustentável".


O impacto nas vendas foi reforçado pelo presidente da CDL Serrinha, João Carlos. "A festa atrai pessoas de todo Estado, e elas acabam indo para o mercado comprar, vão às lojas, restaurante, então é ruim para todos. É uma cadeia. O impacto é muito grande. Mas, devido a situação, não é hora também. A gente fica triste porque é tradição. O comércio sofre muito".


Por ser uma festa que envolve todo o município, praticamente todo o comércio se prejudica, uma vez que há uma tradição em torno da Vaquejada. "Para o município cai muito a arrecadação do ISS, em contrapartida tem do ICMS, que é um valor menor, porém ocorre um aumento de circulação de mercadorias durante esse período da Vaquejada. Impacta também o turismo pois tem a questão a Cultura. Os hotéis lotam, muitas pessoas alugam suas casas, então elas acabam deixando de ter essa renda extra, tem a questão de carros de linha pois existe o translado. Praticamente todo comércio se prejudica. Os restaurantes, os trailers, os salões, barbearias, as padarias, os postos de gasolina, gráficas, as lojas de roupa, os criadores de animais, os bares, os comerciantes da feira", comentou o secretário da Fazenda, Willian Henrique.



Artista local, o cantor Del Led também lamentou o cancelamento do evento devido a sua força e por movimentar o município. "É triste a gente chegar ao segundo ano sem a Vaquejada de Serrinha. A Vaquejada é uma das maiores ou a maior do Brasil, e isso deu uma enfase maior ao nome do município. O evento é muito forte e traz muitos turistas, a economia melhora, gera emprego, mas vamos pedir a Deus para que volte logo".


A última edição da Vaquejada de Serrinha aconteceu de 04 a 08 de setembro 2019 e reuniu artistas como Wesley Safadão, Harmonia do Samba, Ferrugem, Parangolé, Enzo Rabelo, Zé Neto e Cristiano, Unha Pintada, Mano Walter, entre outros, e nos três dias de festa recebeu mais de 150 mil pessoas.

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